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:. Associação de Amigos do Jardim Botânico de Curitiba .:
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Curitiba, Curiosidades botânicas Orquídeas A família orquidácea é uma das maiores do reino vegetal e conta com um universo de aproximadamente 35 mil espécies distribuídas por 2.500 gêneros, de acordo com as estimativas feitas em 1949 por Frederico Carlos Hoehne (Icononografia das Orquidaceas do Brasil). De acordo com o Dr. Phillip Cribb o número atual de espécies conhecidas gira em torno de 25.000 distribuído entre 900 gêneros. Segundo estimativas desse pesquisador, são descobertas, em média, 180 novas espécies de orquídeas e 10 novos gêneros anualmente. As regiões que mais contribuem atualmente com novas espécies e gêneros descobertos são, por ordem de importância, a região andina, América do sul, América Central, Sudeste da Ásia e Madagáscar. Quanto às espécies híbridas, resultante de cruzamentos artificiais, estima-se que os produtores de todo o mundo colocam no mercado 1.500 novas espécies por ano. Existem registradas atualmente algo em torno de 130 mil espécies híbridas. Curitiba prismatica: uma árvore em homenagem à cidade de Curitiba Segundo o biólogo Osmar dos Santos Ribas, curador do Museu Botânico Municipal de Curitiba, em entrevista concedida em 28 de março de 2008, às vésperas do aniversário de fundação de Curitiba, a cidade foi recentemente “homenageada” emprestando o seu nome para uma espécie de planta, cuja nomenclaturação científica foi revista e reconhecida através de publicação em revista botânica especializada. Trata-se de uma árvore frutífera aparentada da pitangueira: Curitiba prismática (D.Legrand) Salywon & Landrum. Leia a entrevista na íntegra: “No ano de 1969, o Dr. Diego Legrand, da Universidade de Montevidéo, Uruguai, na época o maior especialista nos estudos da família Myrtaceae (família da Pitangueira, Araçá, Goiaba, etc.,) recebeu para identificação, uma planta coletada na região de Curitiba, uma planta característica da floresta com Araucária, uma planta que só ocorre no Paraná e em Santa Catarina na formação Floresta Ombrófila Mista (Floresta com Araucária). Após estudos, verificou que era uma espécie ainda não conhecida pela ciência, uma espécie nova. Chegou a conclusão de que era uma espécie nova e que suas flores se assemelhavam muito às flores da Pitangueira (Eugenia uniflora L.). Nomeou essa nova espécie e a publicou, em 1969, com o nome de Eugenia prismatica D. Legrand. Em meados da década de 1990, Marcos Sobral, botânico brasileiro, especialista em Eugenia, reconheceu que a citada planta não poderia ser colocada no gênero de plantas chamado Eugenia, por apresentar características muito diferentes das demais espécies do grupo. Em 1997, Leslie R. Landrum, especialista nesse grupo de plantas colocou essa espécie no gênero Mosiera, classificando-a como Mosiera prismatica (D. Legrand) Landrum, já que era apenas dentro desse gênero em que ela melhor se “acomodava”. Mas as espécies do gênero Mosiera ocorrem apenas na região da América Central, e a nossa espécie ainda não ficava muito bem “acomodada” dentro desse gênero. Recentemente, com estudos filogenéticos, que analisam o DNA da planta, foi verificado que ainda não existia um gênero para “acomodar” essa nossa nova espécie. Devido a isso, em dezembro de 2007, os Drs. Andrew M. Salywon e Leslie R. Landrum, dos Estados Unidos da América, especialistas na família Myrtaceae e que já haviam visitado a nossa capital por diversas vezes, em seus estudos no herbário do Museu Botânico Municipal, decidiram homenagear a nossa cidade, dando ao gênero recém-criado o nome de Curitiba. Desse modo, após a publicação dos resultados da pesquisa na revista científica Brittonia, em dezembro de 2007, a planta passou a ser internacionalmente conhecida como Curitiba prismatica (D. Legrand) Salywon & Landrum. É a única espécie de planta que pertence a esse novo gênero, ou seja, é um gênero monoespecífico e só ocorre na Floresta com Araucária. É uma árvore de até 5m de altura. Floresce de dezembro à final de janeiro. Vale salientar, também, que alguns dos exemplares utilizados para esses estudos foram coletados no Parque Barigüi e Parque Barreirinha, em janeiro de 1995 e 1996. Obs.: Em língua Tupi-Guarani, Curitiba significa: Reunião de pinheiros, muito pinheiro. Curitiba é a única cidade do mundo que recebeu o nome devido a uma árvore (Pinheiro, Araucaria angustifolia), e deu nome a uma outra árvore, Curitiba prismatica.” Curitiba prismatica (Foto: Joel Moraes da Silva)
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